sábado, 17 de novembro de 2012

Fim. Ops, Pausa.

Oie!

A quanto tempo não venho por aqui, Desculpem. Coisas tristes apareceram na minha vida ultimamente e por isso estava meio sumida, mas quem é vivo sempre aparece, já dizia D. Cidália. Bem venho me despedir desse blog (ou não).
 Ele foi criado com o intuito de falar minhas experiências em cena e minha relação com o teatro que eu cursava na UFPA, sim, CURSAVA. Como eu disse, muita coisa mudou na minha vida e junho pra cá. Fiz amigos, perdi amigos (muito queridos, embora eu nunca tenha lhes dito isso) e briguei, chorei, enfim...
Saí do curso de teatro. Eu faço jornalismo também e esse foi um (UM) dos motivos, mas não foi só isso. Descobertas foram feitas que mudaram minha vida. Percebi o valor da amizade e de ser cativado. Estudei por 4 meses com pessoas que me conquistaram, por seu jeito, riso frouxo, lágrimas desesperadoras, cenas bem feitas, dicionários corporais úteis. Lembro de quando eu pegava o ônibus lotado das 4.30h para chegar as 6h na universidade, olhar para aqueles que faziam o mesmo que eu: Amar o teatro.
 Os personagens que eu conheci naqueles 4 curtissímos meses da minha vida eu levarei para o resto dela. Ah, que saudade de usar preto e atravessar a rua descalça para comer toda a segunda, não é D. Isadora Lourenço (poderosa do norte) e Sr. Marcus (meu yin)? Ah, que saudade de conversar sobre meus filmes preferidos da disney com a Kahwana, de ouvir o Allan dizer o quanto Amy é linda (e é!), de ver Diana e seu trabalho de corpo perfeito, de abraçar e sentir o perfume do Léo, de rir da risada do Adilson nas aulas do Fernando (Neeeeeeeeeeeelson) do jeito espontâneo do fabrício, do jeito sedutor e amigo do Rogerio, do sotaque divino da Rafaelle (siqueeeeeeeeeeeeira), do jeito doce do meu sorvete de flocos ( Fernanda Daniela!), saudades enooormes, Imensas! daquelas que não cabem no coração e transbordam pelos olhos. Não dá pra citar o nome de todos, infelizmente.
 Só quero que cada um saiba o quão importante e inesqueciveis vocês são pra mim, que cada um saiba que eu vou estar aqui pro que precisar, pra qualquer hora (até bêbados de madrugada) eu estarei aqui. E eu juro que eu voltarei, O TEATRO SEMPRE ESTARÁ VIVO DENTRO DE MIM.

Beijinhos, Amos vocês Turma de teatro 2012 UFPA.

domingo, 13 de maio de 2012

lágrimas... de alegria?

Foi dificil fazer aquela cena, muito dificil. Wlad surgiu com a história de um  chamado: "exercicio do coração" eu que exercicio eim! Familia do Marcelo, eu fui uma das escolhidas, era prima dele.
Ele me puxou pelo braço juro que no momento eu pensei: "não me chama" mas depois que eu sai da cena que queria fazer de novo. ele me deixou de costas para toda a cena, para toda a familia. meu coração disparou.
Virei para fazer minha parte. Vi a mãe dele em cena chorando, senti um aperto em meu coração e eu gelei, havia um clima tão pesado naquele lugar que eu não sabia onde me colocar, fiquei alí, meu corpo pediu para eu ficar alí com a mae e com a tia. Chorei. chorei não, lagrimei. Marcelo e wlad olhavam-nos em cena e cada passo que os atores davam me fazia sentir estranha. Por algum instante alí não era Laura Vasconcelos era "a prima do Marcelo".
Wlad encerrou a cena e eu continuava imóvel, quando chegou a minha vez de explicar o que eu havia sentindo durante a atividade percebi que minha voz tinha ido embora, pigarreei, mas ela não queria sair. Fiz uma força e finalmente saiu. Tentei descrever o que eu havia sentido, mas até hoje não consigo, foi ago diferente, pesado, intenso, forte, mas que gostei muito de fazer.
Antes do final da aula, vimos mais alguns partos. e outra missão foi dada para gente: fazer 30 imagens com um lençol.

Ai, a Wlad ainda me mata com sua imaginação de professora...

nascimento

Era mais uma aula da Wlad, todos se sentaram para ver os partos após as apresentações de seminários. em uma meia-lua um por um ia na frente da sala contar sua história usando seu lençol. A maioria dos atores optou por usar uma coisa mais cômica, engraçada, só o caled que quando entrou com a história de nan nan fez todos se emocionarem. Não queria me apresentar naquele dia, mas por obra do destino fui a última a apresentar.
Entrei em cena com meu simples lençol imaginando ainda o que eu ia fazer, lembrei do video que meu pai gravou na sala de cirurgia, seu medo de sangue, a história da data marcada para o meu nascimento, minha tia de enfermeira na sala de cirurgia, tudo. Quanta história eu tenho pra contar.
O sangue que saia da mamãe para o meu pai era uma coisa de outro mundo! eu ri em cena, me diverti contando minha própria trajetória. As tres datas de marcação para eu vim no mundo parecia uma novela mal contada. Adiada tres vezes para nascer. Terminei minha cena com o desmaio do meu pai (sim, o video do meu parto termina com meu pai desmaiando rs.) Foi bom me ver em cena, ver que minha história é divertida e ver que cada um tem sua história.

Acho que eu to gostando dessa aula de história com um nome diferente: trajetória do ser.

Aula 2

A Wlad é meio louca. meio não completamente! não acreditei quando ela falou no fim da primeira aula: "façam a árvore genealógica de vocês em um lençol" eu imediatamente pensei em como fazer aquilo. Minha familia é enorme, nunca ia caber toda num lençol ainda mais de solteiro, mas saiu.
Uma árvore desenhada a piloto pintada com tinta marrom e verde, desenhada do jeito que minha vó me ensinou e dentro o nome dos meus 13 tios (sim, são 13). cada um com sua personalidade diferente. O nome do meu irmão ao lado do meu, ele que eu não vejo a muito tempo, a familía do pai que é um tanto quanto distante estava lá, na minha árvore genealógica. No começo da aula continuaram as apresentações dos que ainda não haviam sido apresentados. sentei do lado da minha dupla a Isa.
Ouvi as histórias sendo contadas uma a uma, emocionantes, engraçadas, tristes... e eu fui pensando em como cada um é único, cada história é unica. Nós somos uma turma grande a propria professora disse isso e é bom ver que entre 34 pessoas nós somos exclusivos, e isso é bom. é bom ver histórias diferentes, é bom, gostoso de curtir. Foi uma das aulas que eu mais amei.
No fim da aula mais uma missão impossivel "a la" Wlad Lima: contar a história do nosso parto usando apenas um lençol. 

Muito legal.

sexta-feira, 16 de março de 2012

finalmente.

Tudo tendia a ser mais uma segunda-feira do mês de março, dia 05, mas não era. o sonho de 31 pessoas estava começando a se realizar, primeiro dia de aula em uma universidade e em um curso de TEATRO.
A sala escura fazia realçar as cores de camisas coloridas e só uma pessoa com um um semblante acolhedor sentado em uma cadeira no canto da sala fez com que todos acordassem pra ver que tudo o que estava acontecendo não era sonho, era real.
A professora deu as instruções para todos quer ali estavam, e propôs um jogo: "você  vai escolher uma pessoa para conversar com você, vai para um canto da sala e conversem sobre o que quiserem." Minha amiga do lado estendeu a mão para mim e nós fomos para o canto da sala e conversamos, conversamos muito.
falamos de como fomos parar ali no curso de teatro, falamos sobre garotos e tudo pareceu ser familiar para mim. As situações que passamos pareceu muito com o intuito do teatro, unir os iguais e crescer com cada um, um apoiando o outro.
passaram-se muito tempo e a professora pediu para que nós falassemos um pro outro da história da nossa familia, FAMILIA. Logo a minha que não queria que eu estivesse lá, logo a minha que era tao diferente das familias tradicionais... familia.
Assim, cada um ia na frente da sala e falava um pouco sobre a sua, histórias engraçadas, divertidas, algumas um pouco tristes mas no final cada um aprendeu com o outro, afinal teatro é pra isso: aprender a crescer com seu colega de trabalho, colega de cena, colega de grupo.
sendo assim a professora passou um trabalho, onde nós tinhamos que montar nossa arvore genealógica em um lençol e levar na próxima aula, ou seja, nessa segunda. fomos todos embora para a casa de alma leve e com mais vontade de estudar teatro.

começou. FINALMENTE começou.

laura vasconcelos.